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Volume de serviços prestados subiu 3,1% em dezembro

Na comparação com dezembro de 2021 houve avanço de 6,0% em Serviços prestados em dezembro, já descontado o efeito da inflação.

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10 de fevereiro de 2023
Vinicius Palermo
Volume de serviços prestados subiu 3,1% em dezembro
Os serviços de Transportes puxaram o índice para cima. Crédito: Rovena Rosa - ABr

O volume de serviços prestados subiu 3,1% em dezembro ante novembro, na série com ajuste sazonal, segundo os dados da Pesquisa Mensal de Serviços, informou na sexta-feira, 10, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Na comparação com dezembro de 2021, houve avanço de 6,0% em dezembro, já descontado o efeito da inflação. Na comparação interanual, o dado também veio acima do teto das projeções, de +3,0% a +5,3%, com mediana de +4,0%.

Por fim, em 2022, a taxa acumulada mostrou alta de 8,3%. Nesse caso, as estimativas iam de +7,9% a +8,2%, com mediana positiva de 8,0%. A receita bruta nominal do setor de serviços subiu 2,1% em dezembro ante novembro. Na comparação com dezembro de 2021, houve avanço de 11,7% na receita nominal.

A alta de 3,1% no volume de serviços prestados em dezembro ante novembro de 2022 foi verificada em quatro das cinco atividades investigadas pelo IBGE.

O destaque foram os serviços de transportes, com alta de 2,5%. Segundo Luiz Carlos de Almeida, analista da PMS do IBGE, tanto o transporte de cargas, que pesa mais na composição da atividade, quanto o transporte de passageiros puxou o movimento.

Em seguida, vieram as altas dos outros serviços (10,3%), serviços profissionais administrativos e complementares (3,0%) e dos serviços prestados às famílias (2,4%).

No campo negativo, serviços de informação e comunicação caem pelo segundo mês consecutivo (-2,2%), acumulando perda de 2,9% no período.

Segundo Almeida, os portais e provedores de conteúdo na internet, como sites de busca, puxaram a queda no volume de serviços de informação e comunicação.

Ainda assim, ponderou o pesquisador, os dois meses seguidos de queda na atividade se seguiram a quatro meses de altas. No período de altas, o setor acumulou alta de 5,1%, atingindo o pico de atividade em outubro do ano passado.

A alta de 6,0% no volume de serviços prestados em dezembro ante dezembro de 2021 foi verificada em quatro das cinco atividades investigadas na PMS, informou IBGE. Foi também o 22º mês seguido de alta nessa base de comparação.

No total, 57,8% dos 166 tipos de serviços investigados na PMS registraram alta na comparação de dezembro passado com dezembro de 2021.

Segundo o IBGE, os serviços de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (com alta de 10,2%) exerceu a principal contribuição positiva sobre o volume total de serviços.

Os demais avanços vieram dos serviços profissionais, administrativos e complementares (7,4%); dos outros serviços (10,1%) e dos serviços prestados às famílias (9,2%). Serviços de informação e comunicação apresentaram variação nula (0,0%) no índice, informou o IBGE.

Com o dado de dezembro, o volume de serviços prestados fechou o quarto trimestre com alta de 1,0% sobre o terceiro trimestre do ano passado.

Foi um arrefecimento em relação ao terceiro trimestre, quando o avanço, nessa base de comparação, tinha sido de 3,0%. Na comparação com o quarto trimestre de 2021, houve um crescimento de 7,3%.
Luiz Carlos de Almeida lembrou que o mesmo arrefecimento visto na comparação de um trimestre com o período imediatamente anterior se verifica no acumulado em 12 meses.

O avanço de 8,3% em dezembro (e, portanto, em 2022 fechado) ficou abaixo do visto em novembro, quando ficou em 8,7%.

“É natural que, a partir do pico, haja um pouco de devolução”, afirmou Almeida, lembrando que a PMS já havia apontado um recorde do nível de atividade em setembro do ano passado.

O IBGE revisou a série com ajuste sazonal da PMS, conforme os dados divulgados na sexta-feira. O volume de serviços prestados em novembro ante outubro passou de uma variação nula, inicialmente informada, para uma queda de 0,4%. Já a taxa do dado de outubro ante setembro saiu de retração de 0,5% para um recuo de 0,7%.