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São Paulo tem o menor índice de roubos de carga para o mês de fevereiro desde 2004

O número de ocorrências em fevereiro deste ano também é 14% menor do que o registrado no mesmo período do ano passado, quando foram 464 queixas.

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01 de abril de 2024
Vinicius Palermo
São Paulo tem o menor índice de roubos de carga para o mês de fevereiro desde 2004
Serão estabelecidas novas parcerias com órgãos policiais para intensificar a fiscalização e identificar os envolvidos nesses crimes.

O estado de São Paulo registrou o menor índice de roubos de carga para o mês de fevereiro em 20 anos. No mês passado, foram 399 ocorrências, conforme o balanço da Secretaria da Segurança Pública. No período, a maior alta aconteceu em 2017, com 865 delitos. Desde então, a queda de roubos de carga vem sendo progressiva.

O número de ocorrências em fevereiro deste ano também é 14% menor do que o registrado no mesmo período do ano passado, quando foram 464 queixas.

O trabalho feito pela Polícia Civil, por meio do Programa de Prevenção de Furtos e Roubos (Procarga), tem contribuído para a queda dos índices, além de fortalecer a ação preventiva, desmantelando quadrilhas especializadas nessa modalidade criminosa.

“Com o trabalho de inteligência conseguimos dar subsídios aos órgãos de execução, que colocam viaturas em locais estratégicos, em horários e pontos vulneráveis, além de descobrir o centro de operações dessas quadrilhas”, afirmou o delegado Oswaldo Diez Júnior, responsável pelo Procarga.

Ainda de acordo com o delegado que coordena o programa, serão estabelecidas novas parcerias com órgãos policiais para intensificar a fiscalização e identificar os envolvidos nesses crimes. Parte dos roubos de carga ocorridos no estado está concentrada na Baixada Santista e, para o delegado, “é um dado preocupante”, por isso estão sendo desenvolvidas ações específicas na região.

“Sabemos que, infelizmente, o crime organizado se instalou na região. Por esse motivo que essas operações têm sido tão importantes. Estamos em contato com as delegacias de lá, fazendo análises de inteligência e planejando ações”, completou o delegado.

Ainda conforme o delegado, as análises criminais das quadrilhas especializadas têm sido fundamentais para entender não só a motivação, mas também para onde vai a carga e o caminhão roubado.

“Se analisarmos, aumentou muito o número de transportes de carga circulando pelo estado desde a pandemia, porque agora a maioria das compras são feitas por meio do comércio eletrônico, mas temos conseguido manter taxas de criminalidade menores do que em anos anteriores, justamente devido ao trabalho de análise, investigação e ações da polícia”, ressaltou Diez.

No caso do roubo de caminhão, as quadrilhas almejam apenas o veículo, devido ao alto valor. As peças são levadas para o desmanche e vendidas rapidamente. Em boa parte dos casos, a carga é abandonada em vias públicas.

Já o roubo de carga acontece quando os criminosos têm interesse no valor da carga transportada, mas não visam o caminhão, deixando-o para trás.