Economia
Paridade de importação

Prates diz que Petrobras pratica preço do mercado brasileiro

Segundo Prates, com a continuidade da queda do preço do petróleo, é possível que haja “em breve” a queda também do preço da gasolina.

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23 de março de 2023
Vinicius Palermo
Prates diz que Petrobras pratica preço do mercado brasileiro
Prates reafirmou que sempre que possível a Petrobras vai praticar o preço do mercado brasileiro

A Petrobras não está mais praticando o preço de paridade de importação, e sim “o preço do mercado brasileiro”, disse na quinta-feira, 23, o presidente da empresa, Jean Paul Prates, em evento promovido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Segundo Prates, com a continuidade da queda do preço do petróleo, é possível que haja “em breve” a queda também do preço da gasolina, depois da redução de 4,5% anunciada na quarta-feira, 22, para o diesel.

“Talvez (haja queda da gasolina). Estamos flutuando de acordo com a referência internacional e com o mercado brasileiro. Essa é a nossa política, com o produto produzido aqui e o importado”, disse Prates ao deixar o evento.

Ele reafirmou que sempre que possível a Petrobras vai praticar o preço do mercado brasileiro – uma soma da produção interna com a importada – e voltou a criticar a política de preços anterior, de paridade com a importação, rejeitada pela nova gestão.

“Já expliquei várias vezes que vamos praticar o preço do mercado brasileiro, e sempre que a gente puder um preço mais barato para vender para o nosso cliente, para o nosso consumidor brasileiro, nós vamos fazer”, afirmou o presidente da Petrobras.

Ele ironizou ao ser perguntado pelo fim da política de paridade de importação (PPI) da Petrobras, dizendo que não existe nada escrito que obrigue a empresa a seguir essa prática.

“Quem é PPI? Onde ele é publicado? Não tem nada escrito. Eu não aceito o dogma do PPI, aceito a referência internacional e com preço de mercado de acordo com nosso cliente. Quem paga bem recebe desconto, quem está perto recebe de um jeito…é a política de empresa”, disse o executivo.

“A gente tem que acabar com o dogma de ter que praticar o preço do seu concorrente”, completou, ressaltando que não precisa “andar em cima da linha do importador”, que é um concorrente da Petrobras.

A Petrobras divulgou também os nomes dos novos diretores eleitos pelo Conselho de Administração da empresa, com mandato de dois anos até 13 de abril de 2025.

São eles Sergio Caetano Leite (diretor executivo financeiro e de Relacionamento com Investidores); Joelson Falcão Mendes (Exploração e Produção); Carlos José do Nascimento Travassos (Desenvolvimento da Produção); Claudio Romeo Schlosser (Comercialização e Logística); William França da Silva (Refino e Gás Natural); Clarice Coppetti (Relacionamento Institucional e Sustentabilidade) e Carlos Augusto Burgos Barreto (Transformação Digital e Inovação).

O Conselho de Administração também reconduziu o presidente da companhia para novo mandato de dois anos, até abril de 2025.

As indicações foram submetidas aos procedimentos internos de governança corporativa, incluindo as respectivas análises de conformidade e integridade necessárias ao processo sucessório da companhia, o que incluiu a apreciação do Comitê de Pessoas e, em seguida, a deliberação do Conselho de Administração.