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OMS publica definição para diagnóstico de Covid longa em crianças

Crianças com Covid longa são mais propensas a ter fadiga, olfato alterado e ansiedade e esses sintomas podem durar por dois meses.

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18 de fevereiro de 2023
Vinicius Palermo
OMS publica definição para diagnóstico de Covid longa em crianças
A Covid impacta crianças e adolescentes de forma diferente dos adultos, Crédito: Karina Zambrana / oms

A Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou uma nova definição de caso clínico para condição pós-Covid-19 ou “Covid longa” em crianças e adolescentes.

A nova definição é baseada nos dados científicos mais recentes e foi desenvolvida por consenso entre especialistas. Crianças com a síndrome de Covid longa são mais propensas a ter fadiga, olfato alterado e ansiedade. Esses sinais podem aparecer até três meses após o contágio e persistir por dois meses.

A OMS iniciou o processo de desenvolvimento de uma definição específica para crianças e adolescentes porque a Covid-19 os afeta de maneira diferente dos adultos.

De acordo com a agência da ONU, crianças e adolescentes têm maior probabilidade de apresentar poucos ou nenhum sintoma, ou desenvolver covid leve após serem infectados. Mas os sintomas que eles experimentam no período pós-agudo e seu impacto podem ser diferentes.

A Covid longa em crianças e adolescentes ocorre para aqueles com histórico de infecção pela doença confirmada ou provável, que apresentam sintomas com duração de pelo menos dois meses e que ocorreram inicialmente dentro de três meses após a fase aguda.

As evidências atuais sugerem que os sintomas relatados com mais frequência em crianças e adolescentes com Covid longa são fadiga, olfato alterado e ansiedade. Mas outros sintomas também foram relatados.

Existem sinais como mudanças nos hábitos alimentares, atividade física, comportamento, desempenho acadêmico, interações sociais e no desenvolvimento que afetam a rotina.

Segundo a OMS, os sintomas podem ser novos, após a recuperação inicial de um episódio agudo de Covid-19, ou persistir desde a doença inicial. Eles também podem variar ou voltar com o tempo.

Qualquer pessoa com Covid-19 pode ter a síndrome, independentemente da gravidade da doença, embora seja mais comumente relatada em pessoas com doença grave.

O Institute for Health Metrics and Evaluation, IHME, estimou que, até o final de 2021, 145 milhões de pessoas desenvolveram Covid longa, cerca de 3,7% das pessoas infectadas, com 15,1% destes, 22 milhões, apresentando sintomas persistentes 12 meses após o início da infecção.

Ainda há informações limitadas sobre a condição em crianças e adolescentes e sobre os resultados de médio a longo prazo.

Para a OMS, o uso de uma definição padronizada contribuirá para uma compreensão global de sua prevalência e permitirá estudos de pesquisa mais comparáveis.