Dirigente do Fed diz preferir altas de juros de 50 pontos-base nos EUA

Por: Redação DC

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A presidente da distrital do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) em Kansas City, Esther George, disse na quinta-feira, 19, que se sente "confortável", no momento, com aumentos de juros de 50 pontos-base. "Precisaríamos ver algo muito diferente para apoiar altas de juros maiores", disse George, ao ser perguntada sobre a hipótese de ajustes de 75 pontos-base, em entrevista à emissora americana CNBC.

Esther George, que tem direito a voto nas reuniões de política monetária do Fed este ano, comentou também que a inflação nos EUA está muito alta e que elevações de juros são necessárias. Ela demonstrou confiança de que o Fed será bem-sucedido no combate à inflação, mas ressaltou que é difícil saber o quanto mais será preciso apertar a política monetária.

Disse ainda que o Fed não sabe o que seria uma taxa de juros neutra. "Não tenho certeza se escolher um número em torno de neutro tem valor na definição de juros", ponderou ela. "É melhor ver os efeitos da política" monetária, acrescentou. 

Indicado para o conselho do Federal Reserve, Michael Barr afirmou que a inflação está "muitíssimo elevada" nos Estados Unidos, afetando as pessoas pelo país. Caso seja confirmado, Barr disse estar "fortemente comprometido a levar a inflação de volta à meta do Federal Reserve, consistente com o mandato dual de máximo emprego e estabilidade de preços" da instituição.

Os pedidos de auxílio-desemprego nos Estados Unidos subiram 21 mil na semana encerrada em 14 de maio, a 218 mil. O resultado ficou acima da expectativa de analistas consultados pelo The Wall Street Journal, que previam 200 mil solicitações. O total de pedidos da semana anterior foi revisado para baixo, de 200 mil a 197 mil.

Divulgado com uma semana de atraso, o número de pedidos continuados apresentou recuo de 25 mil na semana encerrada em 7 de maio, a 1,317 milhão, no menor nível desde dezembro de 1969. 

As vendas de moradias usadas nos Estados Unidos caíram 2,4% entre março e abril, à taxa anualizada de 5,61 milhões. O resultado veio um pouco pior do que esperavam analistas consultados pelo The Wall Street Journal, que previam queda de 2,3% no período.

O nome de Barr deve ainda ser votado pelo pleno do Senado norte-americano. Ele lembrou sua trajetória, em parte no setor público, inclusive no Tesouro americano, em parte como acadêmico. Barr foi indicado pelo presidente dos EUA, Joe Biden, a ser vice-presidente para Supervisão do Fed e disse que, caso seja confirmado, trabalhará para garantir a robustez do sistema financeiro norte-americano, que propicie a inovação com "regras claras" e operando de modo justo. 

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