Abeama quer transformar o jeito de consumir energia no Brasil

Por: Redação

Foto: Divulgação

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Ruberval Baldini, presidente da Abeama

Ruberval Baldini, presidente da Abeama

24/07/2021

A transição energética dará o tom das próximas decisões econômicas mundiais. Parece que as nações entenderam que não dá mais para colocar de lado a questão climática e a cada temporada a natureza deixa isso bem claro, como as recentes chuvas desastrosas na Europa. Puxando para o Brasil, a crise hídrica nos mostra que precisamos cuidar do clima e do jeito de consumir energia. 

O assunto está em alta agora, com a urgência, mas há décadas entidades alertam para a necessidade de girar a chave. Uma das vozes mais fortes nesse assunto é a da Associação Brasileira de Energias Alternativas e Meio Ambiente, que neste ano celebra 30 anos

“A crise energética está ligada à forma com que o cidadão consome energia. Precisa mudar este paradigma e entender que a energia é o tripé de desenvolvimento, de sobrevivência ele vai pensar duas vezes nessa questão”, enfatiza Ruberval Baldini, CEO da BR Solar e presidente da Abeama.

A Abeama nasceu em uma época em que a energia solar dava seus passos ainda lentos, mas empresários e acadêmicos já pensavam em apresentar para a sociedade brasileira o mundo de possibilidades que a tecnologia da energia renovável trazia no início da década de 1990. E foi exatamente esse o mote de criação da associação

Os trabalhos que começaram em alto estilo, com grande participação na Rio-92, se estenderam durante uma trajetória de muita divulgação e atuação na legislação do setor, com realização de eventos nacionais e internacionais, feiras e criação de documentos e relatórios para o Congresso Nacional, sempre focando nos benefícios que a energia renovável pode trazer para a sociedade. 

Além de ter sido importantíssima para a isenção de IPI e ICMS na compra de equipamentos de energia solar, em 2012 a Abeama teve papel fundamental em um grande passo que o Brasil deu na questão do consumo de energia renovável. A resolução 482 entrou em vigor permitindo que qualquer cidadão pudesse usar energia solar. 

Mas, hoje, com quase dez anos da nova legislação, ainda estamos longe do cenário ideal. “Considerando a população e o território, eu acredito que precisamos evoluir mais. Os critérios que fazem essa evolução acontecer são: Decisão firme e clara do governo de apoiar a cadeia produtiva do setor; fazer grande divulgação de ações claras de que é benéfico o uso de energia solar para o consumidor e ter uma linha de financiamento que permita que o usuário não fique gastando dinheiro com energias mais caras e com processos que não trazem benefícios”.

Ruberval Baldini aponta que a questão hídrica, tão discutida atualmente, com grande parte da população temendo um racionamento, sem contar a dor na hora de pagar as contas, tem um caminho para ser resolvida.

“O primeiro passo é a divulgação, com informações corretas, o segundo passo é ter uma linha de financiamento que esteja na mão, pois estamos hoje todos com retenção de custos e terceiro uma cadeia produtiva correta, eficiente, que todo mundo ganha, tanto os fornecedores dos equipamentos quanto os usuários dos equipamentos”, ressalta Baldini.

A trajetória da Abeama nos mostra que a divulgação de informação de qualidade é o caminho para aprendermos a consumir energia pensando a longo prazo e não somente naquele momento de necessidade. Que o consumidor brasileiro entenda e transforme seus hábitos. 

Data: 24.07.2021

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