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Ubiratan Ferrari Bonino

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O que eu gostaria de ser?

A escolha da profissão é algo tão importante na vida da gente que deveria acontecer bem mais cedo do que realmente ocorre. Já na adolescência percebemos como o jovem tem dificuldade para escolher a profissão que vai lhe cair bem. A força consumista das famílias é tão intensa que a criança desde muito cedo já é adestrada a valorizar uma roupa de marca ou um celular mais avançado, e quase sempre cresce ouvindo dos pais que ela gosta de gastar e gosta só do que é bom! É claro que esse papo de casa tem influência e cria a dúvida do que eu devo fazer: escolher uma profissão que segundo o mercado tem maior expectativa de remuneração ou uma com a qual eu me identifico mais e me trará mais satisfação? Que bom seria se as duas coisas estivessem juntas! Os grandes especialistas em ajudar jovens e adolescentes em suas carreiras sabem que é uma escolha difícil, tanto que a própria escolha recai sobre um leque de opções, levando-se em conta sempre a natureza da profissão, se exatas, humanas etc. Dinheiro não é tudo, mas a gente sabe que com ele é possível ter uma vida mais confortável, mas será que ele chegando em maior quantidade seria por si só suficiente para se sentir feliz pela escolha feita? Sendo influência dos pais, sendo a escolha pelo lado financeiro, pela descoberta do talento ou mesmo levado pelas oportunidades surgidas no dia a dia, não existe uma fórmula mágica que se defina como certa, apenas sabemos que quanto maior a identidade com o trabalho, maior será a motivação para executá-lo e melhores as chances de sucesso. Quem faz o que gosta está sempre de férias!

Tentando me descobrir

Quantas vezes na vida eu me perguntei se aquele prazer de assistir a um filme sobre tramas jurídicas em que a defesa e a acusação debatem temas interessantes poderia um dia fazer parte da minha vida? Se numa visita a um museu o meu interesse era maior do que simplesmente admirar uma determinada obra, ou entendê-la a fundo? Se o meu interesse sobre o corpo humano me deixa curioso para conhecer melhor a origem da vida, o seu funcionamento, a sobrevivência? Eu, em algum momento parei para pensar o quanto me faz bem desenhar uma planta de um imóvel ou até mesmo escrever um conto? O quanto me prende e me dá prazer ficar horas formatando programas de computador? Essas perguntas, aparentemente inocentes podem ajudar muito na hora de escolher o que eu gostaria de ser. Entender o que cada profissão faz é um exercício fácil, barato e interessante, basta pesquisar. Existe uma infinidade de opções que podem ser trabalhadas respeitando a tendência que cada um tem em se identificar com cada assunto. Essas perguntas podem responder a uma decisão de vida extremamente importante, porém, quantos a fazem?

Buscando a felicidade

Em casa aprendemos lições de civilidade, de educação, de comportamento. Na escola aprendemos português, matemática, física, química etc., porém, não aprendemos a matéria mais importante que é a felicidade. Como ser feliz! Isso ninguém nos ensina, e passamos a vida toda procurando, buscando, de certa forma sem a definição do melhor caminho. Ninguém nos explica onde está a tal da felicidade, que é a razão de tudo. Tudo o que fazemos na vida é para ser feliz, e por que é tão complicado chegar a ela? O interessante é não perceber que a felicidade está bem mais perto de nós do que imaginamos. Ela está dentro de nós e só a alcançamos no momento em que passamos a nos conhecer um pouco mais e procuramos respeitar os nossos limites. Achamos sempre que a felicidade depende do outro. Que depende do meu irmão ser menos chato, que depende do meu pai ser mais permissivo comigo, que depende do professor ser mais generoso. Que depende desse mundo estranho me compreender. Reflita, não pense apenas naquilo que os outros podem lhe oferecer, e sim, o que você pode fazer por si mesmo. Seja o ator principal da sua história!













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